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ANTERIOR - PÁGINA PRINCIPAL - PRÓXIMACampanha NacionalELEIÇÕES 2002Idec
e FNEDC apresentam Plataforma dos Consumidores - Eleições
2002 nesta 5ª, em Brasília O
Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor
(FNECDC) - presidido pelo Idec- lança nesta quinta-feira (04)
a Plataforma dos Consumidores - Eleições 2002, em entrevista
coletiva em Brasília-DF. O evento está marcado para
as 11h30, no Carlton Hotel. Confirmar presença pelo (11) 3704-6223, com Daniel Pinheiro Plataforma dos Consumidores Por que uma plataforma dos consumidores? Os
candidatos escolhidos nas eleições de 2002 terão pela frente grandes
desafios de ordem política, social e econômica. A liberalização econômica
e as conseqüentes pressões para flexibilizar leis e reduzir a soberania
nacional, as novas tecnologias sem adequadas medidas de segurança
e a privatização dos serviços públicos essenciais trouxeram graves
impactos à população, que exigem soluções originais e corajosas dos
novos dirigentes do nosso país.
Marilena Lazzarini
Por que o candidato deve se comprometer? n
Para dar transparência às suas propostas
n Para se aproximar das prioridades dos eleitores n Para resgatar relação de confiança com os eleitores n As associações de consumidores darão ampla divulgação dos candidatos que aderirem à Plataforma, por meio da imprensa e dos seus sites e publicações
Para enviar as propostas da Plataforma dos Consumidores por e-mail para o seu candidato, clique aqui. Você só precisa saber o endereço eletrônico de destino. Candidato: comprometa-se com a Plataforma e dê transparência às suas propostas O Idec e o FNECDC darão ampla divulgação à relação dos candidatos que aderirem às propostas da Plataforma. Para aderir, o candidato deve preencher o formulário indicando os pontos com os quais se compromete e, a seguir, enviá-lo ao Idec (veja no formulário como preencher e enviar).
A
defesa do consumidor deve A Constituição
Federal de 1988 e o Código de Defesa do Consumidor, em vigor
há 11 anos, possibilitaram um grande avanço no equilíbrio
das relações de consumo no Brasil. Contudo, a falta
de prioridade dos governos nesse período para implantar uma
política consistente para o setor tem inviabilizado a adequada
proteção dos consumidores, especialmente das camadas
mais pobres. Pior ainda: esse contexto criou condições
para inúmeras tentativas de redução do alcance
do Código, algumas praticadas pelo próprio governo federal. Propostas 1. Criação
do Conselho Nacional de Defesa do Consumidor, para definir e monitorar
a política nacional de defesa do consumidor, com composição
paritária entre entidades de consumidores e demais segmentos. Educar
para transformar os Entre os direitos
dos consumidores, previstos no artigo 6o do Código de Defesa
do Consumidor, está o da educação para o consumo,
que significa promover a conscientização dos seus direitos
e responsabilidades nas relações de consumo. Embora
o Ministério da Educação tenha incluído
o consumo entre os temas transversais nos Parâmetros Curriculares
Nacionais, elaborados em 1998, a sua implementação nas
escolas não tem recebido atenção das autoridades
estaduais e municipais de educação. Propostas 1. Inserção
da educação para o consumo como tema obrigatório
nas escolas do ensino fundamental, conforme previsto nos Parâmetros
Curriculares Nacionais do Ministério da Educação. Prioridade
para os serviços públicos A Constituição
Federal, por meio do Artigo 175, obriga o estado a prestar serviços
públicos adequados, diretamente ou por meio de empresas concessionárias.
O Código de Defesa do Consumidor reafirma esse direito, prevendo,
ainda, que os serviços devem ser eficientes, seguros e contínuos. Propostas
para o setor de energia elétrica 1. Reavaliação
de todos os contratos de concessão de serviços públicos
de energia para a iniciativa privada, especialmente a cláusula
que impõe aos consumidores o ônus do equilíbrio
econômico-financeiro das empresas. Propostas
para o setor de saneamento (água, esgoto, lixo, drenagem e
controle de vetores) 1. Adoção
de uma política nacional de saneamento ambiental, que valorize
os serviços de saneamento como um bem público, sob gestão
pública, com titularidade municipal, de direito de todo cidadão,
integrado às políticas de saúde e executado sob
controle da sociedade. Propostas
para o setor de telefonia 1. Reavaliação
de todos os contratos de concessão de serviços públicos
de telefonia para a iniciativa privada. O direito à saúde pública A Constituição Federal considera a saúde como direito de todos e dever do Estado, exigindo políticas sociais e econômicas para a redução do risco de doenças e o acesso universal e igualitário aos serviços que promovem, protegem e recuperam a saúde (artigo 196). A Lei 8.080/90 reforça os princípios e direitos dos cidadãos à saúde. Mas, apesar de o Sistema Único de Saúde (SUS) ser um modelo adequado para o atendimento desses objetivos, ainda são muitos os desafios existentes para garantir o direito de receber atendimento primário, realizar exames e partos e sofrer intervenções cirúrgicas, com qualidade e dignidade para todos. Propostas 1. Os governos
federal, estaduais e municipais devem garantir o financiamento adequado
da saúde, em cumprimento aos termos da legislação,
particularmente a Emenda Constitucional 29.
As mazelas verificadas
no sistema público de saúde geram uma grande dependência
de parcela da população aos serviços privados
de assistência à saúde. Hoje, milhares de empresas
oferecem serviços limitados a um preço alto e impõem
condições abusivas e ilegais aos usuários. Propostas 1. Elaboração
de projeto de lei federal que altere artigos da Lei 9.656/98 contrários
à proteção da saúde do consumidor, especialmente
artigos 11 (doenças preexistentes), 12 (segmentação
da atenção à saúde) e 15 (aumento por
mudança de faixa etária). Propostas
para medicamentos 1. Ampliação
da política de medicamentos genéricos. Alimentos seguros para todos A garantia da
disponibilidade de ofertas adequadas e seguras de alimentos, de forma
econômica e acessível a todos, deve ser um dos objetivos
dos novos governos. No Brasil, estima-se que 50 milhões de
pessoas não têm uma renda mensal que possibilite a aquisição
dos alimentos básicos. Propostas Acesso
aos alimentos 1. Cumprimento
dos compromissos assumidos na Cúpula Mundial da Alimentação,
em Roma, em novembro de 1996. Qualidade
sanitária 1. Implantação
de um programa integrado de controle sanitário de alimentos,
do campo à mesa, envolvendo a sociedade e os órgãos
governamentais federais, estaduais e municipais. Alimentos transgênicos A pressão das empresas transnacionais de biotecnologia pela liberação do plantio e comercialização de espécies transgênicas no Brasil tem precedido e impedido a ampla e profunda discussão da sociedade acerca dos impactos à saúde, ao meio ambiente, à economia e à sociedade. Ao lado disso, a posição favorável aos transgênicos, adotada pelos atuais governantes, resultou na inexistência de uma política de biossegurança, a despeito de imposição legal. Propostas 1. Ampla discussão
pública antes de qualquer definição política
sobre o assunto. Consumo
e meio ambiente: A principal causa da contínua deterioração do meio ambiente são os padrões insustentáveis de produção e consumo. Para alcançar um desenvolvimento sustentável serão necessários tanto a eficiência nos processos de produção como mudanças nos padrões de consumo. Propostas 1.
Promoção do consumo sustentável por meio de políticas
públicas integradas que:
Garantia
do equilíbrio O custo do dinheiro
- que se traduz nas taxas de juros aplicadas aos empréstimos
e financiamentos - influencia todo o processo de crescimento e desenvolvimento.
Quando o custo do dinheiro é excessivo, a conta recai sobre
toda a sociedade: o crescimento é menor, a economia não
gera a renda nem os empregos desejados. Juros acima do razoável
representam uma forma de empobrecer a sociedade. Propostas 1. Regulamentação
do setor financeiro de forma que as taxas de juros, os spreads bancários
(diferença entre o custo de captação do dinheiro
e as taxas de juros) e as tarifas dos serviços bancários
caiam de forma substancial e continuada. ANTERIOR - PÁGINA PRINCIPAL - PRÓXIMA
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